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O que é CDB? Saiba como funciona essa modalidade de investimento 

Publicado 24/06/2026 | Atualizado 06/07/2026
5 min de leitura
DM
Entenda como funciona o CDB

Ideal pra quem está começando a investir, os Certificados de Depósito Bancário são opções de investimento consideradas seguras e com alta previsibilidade 

Se você já fez alguma pesquisa sobre investimentos, provavelmente esbarrou no CDB. Essa modalidade chama a atenção por combinar segurança e previsibilidade, características que fazem diferença pra quem ainda não tem muita familiaridade com o mercado financeiro. 

Como se trata de um investimento de renda fixa, é possível saber desde o início como o dinheiro vai render, o que traz mais clareza na hora de tomar decisões. 

Por isso, o CDB acaba sendo uma porta de entrada comum pra quem quer sair da poupança e começar a investir de forma mais inteligente. 

O que é CDB?

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um tipo de investimento de renda fixa que pode ser emitido por bancos e instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central do Brasil.

As empresas oferecem esse produto para captar recursos e financiar suas próprias atividades. Quando você investe, na prática, é como se estivesse emprestando seu dinheiro ao banco e, em troca, ele te devolve esse valor com juros depois de um determinado período.

Como funciona o CDB?

Quando você investe em CDB, já ficam definidos alguns pontos importantes, como: 

  • O prazo de vencimento do investimento 
  • Como o rendimento será calculado (se será uma taxa fixa ou atrelada ao CDI) 
  • As condições pra resgatar o dinheiro 

Durante o período definido, seu dinheiro vai rendendo de acordo com a regra do produto e, no vencimento (ou no momento do resgate, a depender do caso), você pode resgatar o valor investido + o rendimento.

Tipos de CDBs

O mercado trabalha com três tipos de CDBs: 

CDBs prefixados

Nesse tipo de CDB, a taxa de juros é definida desde o início. Por isso, na hora de fazer a aplicação, já é possível calcular quanto você receberá no vencimento.

Por exemplo: você investe sabendo que vai ganhar 10% ao ano, e isso não muda, independentemente do cenário econômico. A principal vantagem é essa previsibilidade sobre o quanto seu dinheiro vai render.

Já a desvantagem é que, se as taxas de juros do mercado subirem, você não aproveita esse aumento (você não perde o valor combinado, mas pode deixar de ganhar mais).

CDBs pós-fixados

Aqui, o rendimento acompanha indicadores da economia, normalmente o CDI (índice usado como referência no mercado financeiro e que costuma ficar muito próximo da taxa básica de juros, a Selic). 

Por exemplo: um CDB pode render 110% do CDI. Se o índice sobe, o rendimento tende a aumentar junto, o que pode gerar ganhos maiores ao longo do tempo. A principal vantagem é que você pode acompanhar o movimento da economia

Por outro lado, como a taxa não é fixa, você não sabe exatamente quanto vai receber no final. Ou seja, há menos previsibilidade em comparação com o CDB prefixado, mas ainda continua sendo um investimento seguro dentro da renda fixa.

CDBs híbridos

Os CDBs híbridos combinam dois tipos de rendimento: uma taxa prefixada + uma taxa pós-fixada, que geralmente segue o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador da inflação no país.

Por exemplo: um CDB pode render 5% ao ano (taxa prefixada) + IPCA (pós-fixada). Isso significa que, ao investir, você garante um rendimento fixo de 5% e, além disso, o valor também acompanha a inflação do período.

Na prática, isso ajuda o seu dinheiro a render acima da inflação, protegendo o poder de compra ao longo do tempo. Esse é o principal benefício desse tipo de investimento.

No entanto, assim como no pós-fixado, você não sabe quanto vai receber no final. Além disso, esses CDBs costumam ter prazos mais longos e menor liquidez (termo que indica o quão rápido você consegue resgatar o dinheiro de um investimento).

CDB é seguro?

O CDB é considerado um dos investimentos mais seguros da modalidade de renda fixa e conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O FGC funciona como uma espécie de “seguro” para o investidor. Ele garante a devolução do dinheiro em casos mais extremos, como quando uma instituição financeira enfrenta problemas e não consegue pagar o que deve. Esse fundo cobre valores de até R$ 250 mil por CPF em cada instituição.

Ou seja, se o emissor do CDB passar por uma situação como falência ou liquidação, o investidor pode recuperar o valor investido dentro desse limite.

Além disso, o CDB é visto como seguro porque: 

  • Tem regras claras de rendimento 
  • Não sofre grandes oscilações no curto prazo (isto é, o valor não fica “subindo” e “descendo” toda hora) 
  • Permite ter uma ideia de quanto o dinheiro vai render 

CDB ou poupança?

Muita gente começa pela poupança por ser a opção mais simples e conhecida, mas quando comparamos o rendimento, o CDB é, sem dúvidas, mais vantajoso.

Enquanto a poupança segue uma regra fixa (rende cerca de 0,5% ao mês + Taxa Referencial, que hoje costuma ser próxima de zero), o CDB pode acompanhar o CDI ou oferecer taxas maiores já definidas, o que tende a fazer o dinheiro render mais.

Por isso, pra quem quer começar a investir, o CDB acaba sendo uma escolha mais interessante, unindo segurança e maior potencial de retorno.

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